And all the roads we have to walk are winding; And all the lights that lead us there are blinding; There are many things that I'd like to say to you but I don't know how
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ambitimia:

porque eu só gosto

daquilo que

não posso ter






“We’re all a little weird. And life is a little weird. And when we find someone whose weirdness is compatible with ours, we join up with them and fall into mutually satisfying weirdness—and call it love—true love.”
— Robert Fulghum (via naturaekos)

“The day the child realizes that all adults are imperfect, he becomes an adolescent; the day he forgives them, he becomes an adult; the day he forgives himself, he becomes wise.”

“Você tem covinhas!”

Eu ainda me lembro da primeira vez que reparei nas suas covinhas. Nós estávamos deitados, rindo um da cara do outro, quando eu te olhei e finalmente entendi qual era a graça que teu sorriso me transmitia. 

Eu sempre achei covinhas nas bochechas encantadoras. Uma beleza sutil que, depois de vista, não pode ser esquecida. Mas é claro que eu não te falei isso.

Você viu o olhar de surpresa e o riso que brotou em mim quando eu finalmente vi suas covinhas. Você riu ainda mais - é claro que você tinha covinhas, elas faziam parte do seu charme. Você me disse que eu não tinha reparado nelas antes porque você estava gordinho e elas sumiam. Eu sabia que só não tinha reparado nelas antes porque sou distraída demais. E já havia tanto pra reparar em ti.

Naquele momento, enquanto eu te olhava toda boba, me deu vontade de te falar tanta coisa. Te falar o quanto eu te achava lindo, por dentro e por fora. E quanto eu estava me sentindo mais linda desde que você apareceu. Me deu vontade de te explicar, mesmo sem saber como, toda a ansiedade que eu sentia nos dias que sabia que você vinha me ver; e te dizer que minhas pernas tremiam quando você aparecia na minha frente.Você era a única pessoa que conseguia fazer as borboletas do meu estômago dançarem ao mesmo tempo que me transmitia uma segurança absurda. 

Me deu vontade de te falar que ninguém nunca havia me feito tanto bem. E que o teu beijo era o melhor que eu já havia experimentado.

Mas é claro que eu não te falei nenhuma dessas coisas naquele momento (apesar de sempre deixá-las tão claras nas entrelinhas). Eu não falei porque teu ego era imenso e eu sabia que o que nós tínhamos era pequeno demais para tanto. Eu não falei porque eu seria obrigada a relembrar, nessa mesma fala, todas as nossas diferenças e circunstâncias. Eu não falei porque não queria que, quando você fosse embora, usasse minhas palavras como desculpas - meu amor não deveria assustar. Mas eu era distraída demais para saber, naquele momento, que era amor. “O amor gosta dos distraídos”.



Mas ah, sim, eu sabia que você ia embora. Eu não sabia quando, ou como, mas eu sabia que você iria. Nós éramos nada, afinal. Não passávamos de uma troca de carinho. Apesar disso, eu pedia tanto aos céus para que você ficasse comigo, só mais um pouquinho.

De certa forma, você ficou. Eu ainda lembro das suas covinhas. Mas descobri, com o passar do tempo, que a graça do teu sorriso não estava nelas, mas no sentimento que despertava em mim cada vez que te via sorrir.

Um sentimento de beleza tão sutil, depois de reparado, pode ser esquecido?

- Heloísa Paula.


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“Eu sou meio todo mundo. O engraçado, o chato, o romântico, o amigo e o solitário. No fim do dia não sei qual deles eu sou e o sentimento de ser ninguém me invade. Eu choro.”
Caio Augusto Leite.  (via docearei)

O Sol estava prestes a entrar em Escorpião pela segunda vez desde que você se foi, quando eu descobri que poderia recomeçar. Demorou muito tempo, eu sei, e tudo ainda parece tão incerto… Mas é o próprio tempo que pede transformação.
Entenda, eu fiz tudo que eu podia - e o que não podia também. Eu tentei te arrancar de dentro de mim de todas as formas possíveis e ditas como válidas - sem obter sucesso algum. Passei dias me odiando por não conseguir deixar de te amar.
Gastei energia demais me questionando que amor era esse que me consumia… Até entender que tudo o que eu havia aprendido sobre amor estava errado.
Assim, a pergunta correta seria: como é o amor que eu quero nutrir?

“O próprio”, foi a voz de dentro que respondeu.

Eu cansei do desespero que a tua falta me causa. Cansei da tristeza que tua presença me proporciona. Cansei do vazio que teu abandono me dá. Eu poderia usar o mesmo velho discurso e dizer que espero mais da vida; mas seria mentira. O que eu quero agora é menos. Menos pressa; menos pressão.
Eu finalmente entendi que o amor pede tempo, e que eu não tenho lhe permitido a passagem. Mas agora, sinto que cansei de me sufocar na ânsia - eu preciso respirar.

Filha da Água, é em água que vou renascer.
Libra me roubou o Ar por dois ciclos seguidos e me colocou ao lado mais pesado de sua balança - só assim, afinal, para que eu pudesse ver o quanto de beleza há do outro lado. Agora, prestes a se consumar como meu inferno astral, ela me presenteia com um de seus mais fiéis encantos: a aceitação.
É preciso aceitar que ainda dói. É preciso aceitar que ainda vai sarrar.
É preciso aceitar a espera.
E esperar requer uma coragem absurda.

Mas coragem vem de dentro, não é?
E se renasço escorpiana -  tão intensa quanto sempre fui -  aceito o mar que habita em mim. Respiro fundo, prestes a mergulhar.
O amor há de ser sempre a oferenda perfeita.


- Heloísa Paula


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“Nothing that’s happened to you can keep you from your destiny. The only thing that can stop you is you.”
— Joel Osteen (via naturaekos)



Eu não quero morrer sufocada com todas as coisas que não te disse

Então,

saiba que eu sinto muito.


pelas expectativas que criei em ti

pelo relacionamento que planejei para nós

pelas culpas que não assumi

pela paixão que não dominei

pela mágoa que guardei.


Eu realmente sinto muito.

Eu sinto tanto que não consigo guardar a dor da saudade dentro do peito.


Eu transbordei em lágrimas e palavras inúmeras vezes - e ainda transbordo - 

na tentativa de conseguir lidar 

com a falta que o teu sentir me faz.


- Heloísa Paula


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